O leite que se farta do alumínio do fogão
O leite adoçado com chá de erva doce
Deramado, fermentado, processado
O leite que às vezes eu tomo para me acalmar
Eu não me acalmo, não
Corro, pego pano, limpo fogão
Movimento inconsciente
Minha mão, minha língua
Queimo junto com minha calma
* poema do dia 07 de setembro de 2015
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