Um pedido: não seja indiferente comigo. Por favor, nunca use dessa artimanha na minha presença. Não sei brincar desse silêncio - e gosto tanto do silêncio - seu. Mais que um pedido, isso é um aviso. Eu sei, o humor é variável e eu não ando por aí com os dentes escancarados, sorrindo.
Se caso eu te cumprimentar, responda. Responda também os meus olhares, ou melhor, corresponda minha súplica facial. É tão pouco isso, e necessário. Portanto faça, e faça de bom grado, rotineiramente. Pois se não me enxerga, se não reage à minha pessoa, é melhor nunca o fazer.
Mais uma vez, nunca brique dessa brincadeira comigo. Não sei, não sei, não sei. É isso que posso te dizer por hora, depois não se assuste ou saia por aí dizendo da minha esquisitice. Claro que a gente mal sabe um do outro, só que até os postes de luz do teu caminho servem de encosto para os teus braços. E eu, canso rápido das coisas. Não, não de você, não das pessoas, mas dos joguetes. A gente pode ficar um mês, um ano, uma vida sem se falar caso você seja indiferente por algumas horas comigo.
Eu não sei. Outro dia escrevi quatro coisas em estado catártico. Já sou assim, aquariano com grande prazer em estrelismo, resolvi compartilhar. O mundo precisa de poema. Eu preciso de poema. Por Caio Franco
terça-feira, 26 de abril de 2016
domingo, 24 de abril de 2016
Cultura
O café quente e puro
Desligou a televisão nesse momento
No céu alguns raios e trovões surgiam
Parou para ouvir o barulho da chuva
O café quente e adoçado com chocolate
Saboreou cada molécula de cafeína
Papel e caneta na mão nessa hora
Danou-se a escrever um poema
E que poema havia de sair ali, naquele local?
Que verso saltaria aos olhos no meio da roça?
Se o gosto do café continuava rei de tudo
Cabia medida ao poema como ao café?
Por fim quietou sentado na cozinha
No quintal lenhas molhadas, roupas molhadas
O poema ficou por lá naquela chuva
Desligou a televisão nesse momento
No céu alguns raios e trovões surgiam
Parou para ouvir o barulho da chuva
O café quente e adoçado com chocolate
Saboreou cada molécula de cafeína
Papel e caneta na mão nessa hora
Danou-se a escrever um poema
E que poema havia de sair ali, naquele local?
Que verso saltaria aos olhos no meio da roça?
Se o gosto do café continuava rei de tudo
Cabia medida ao poema como ao café?
Por fim quietou sentado na cozinha
No quintal lenhas molhadas, roupas molhadas
O poema ficou por lá naquela chuva
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