domingo, 24 de abril de 2016

Cultura

O café quente e puro
Desligou a televisão  nesse momento
No céu alguns raios e trovões surgiam
Parou para ouvir o barulho da chuva

O café quente e adoçado com chocolate
Saboreou cada molécula de cafeína
Papel e caneta na mão nessa hora
Danou-se a escrever um poema

E que poema havia de sair ali, naquele local?
Que verso saltaria aos olhos no meio da roça?
Se o gosto do café continuava rei de tudo
Cabia medida ao poema como ao café?

Por fim quietou sentado na cozinha
No quintal lenhas molhadas, roupas molhadas
O poema ficou por lá naquela chuva

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