Dois mais velhos, em delírio embriagado
Porta de casa, em frente dum bar
Um casal que logo após seguia sem equilíbrio pela rua
Ela, senhora negra, vestido rosa
Ele, senhor grisalho, camisa de time
Aprontavam um conversê alucinado com o dono do boteco
Entre tentativas de segurar latas e sacolas e o próprio corpo, se beijaram
A mulher de força ancestral soltou um ''mas eu amo meu velho, me beija''
Beijo de língua, nada de selinho
Eu na minha janela já não mais me sentia um solitário de domingo
E se foram
Que barato, que delicia
Se não fosse a paixão e o amor a gente já tinha caído a muito
Eu descobri isso observando o casal
Nenhum comentário:
Postar um comentário