Numa casa tem toalha sobre a mesa
Um armário guarda coisas doces: sobremesa
Os panetones dos mercados me incomodam
Deixei de participar de amigos secretos a algum tempo
Eu guardo segredo quando não me contam
Se é noite o suor diminui
Carrego muito peso mas não de cruz
Voltei a meditar depois de um tempo
Eu sempre volto
Se é labirinto eu acho saída
Durante um tempo voltava
Sina boba de querer mostrar caminho pra outras pessoas
Não sei quanto vale a vida
Aos poucos vou aprendendo o que ela não vale
Mas dizer não digo
Criei esperteza e faço como bicho
Observo distante a vida dos meus
Tristeza só me permito se o caso é de ser triste
No teatro dessa casa sobremesa e armário
Ninguém diz nada
Todos tratam logo de entender
Caminho nunca é o mesmo pra mais de uma pessoa
Nenhum comentário:
Postar um comentário